Psicanálise

A Psicanálise e a Formação da Personalidade: Impacto nas Emoções e no Processo de Aprendizagem”

A Psicanálise e a Formação da Personalidade: Impacto nas Emoções e no Processo de Aprendizagem”
A relação entre psicanálise e educação vem de longa data, desde que Freud demonstrou seu interesse pela pedagogia na intenção de possibilitar uma melhor compreensão por parte dos educadores sobre o desenvolvimento da criança e do adolescente (FREUD, 1913).

Sigmund Freud, nascido em Viena, foi um dos principais psicanalistas que mais influenciaram nas áreas das ciências modernas, inclusive na Educação. Sua teoria psicanalítica revolucionou a compreensão da mente humana e da formação da personalidade.

De acordo com Freud, a mente humana é composta por diferentes níveis ou camadas, cada uma desempenhando um papel fundamental na nossa personalidade:

  1. Consciente: É o nível mais visível dos nossos pensamentos. Nele, encontramos nossos desejos e ideias mais explícitos, acessíveis através da reflexão consciente.
  2. Pré-consciente: este nível atua como uma ponte entre os pensamentos diretos e os impulsos mais subconscientes. Aqui, encontramos pensamentos que são um pouco mais difíceis de acessar. A terapia psicanalítica frequentemente busca trazer conteúdos do inconsciente para o pré-consciente, tornando-os acessíveis.
  3. Inconsciente: Para Freud, o inconsciente é a parte desconhecida e inacessível da mente humana. Embora não saibamos exatamente o que ocorre nessa camada, a psicanálise defende que ela influencia enormemente nossa personalidade e comportamento.

Em resumo, a mente humana, segundo Freud, é um complexo sistema de interações entre esses níveis, moldando nossa personalidade, desejos e comportamentos. A análise do discurso do sujeito nos permite compreender sua personalidade, mas é importante lembrar que não se trata de classificar alguém como tendo uma personalidade “forte” ou “fraca”. Cada indivíduo é único, e sua formação psicológica é resultado de uma história cognitiva complexa e multifacetada.

  • Consciente: O consciente é a parte visível da mente do sujeito. Ele engloba todos os desejos, vontades e ideias explícitas que temos consciência.
  • Pré-consciente: O pré-consciente atua como uma ponte entre o consciente e o inconsciente. Nele, encontram-se os impulsos e pensamentos que não são tão acessíveis quanto os do consciente, mas ainda podem ser trazidos à consciência com algum esforço.
  • Inconsciente: Segundo Freud, o inconsciente é uma região desconhecida e inacessível da mente humana. Não temos certeza do que ocorre nessa camada profunda. É onde encontramos toda a obscuridade e complexidade da psique humana.

A citação “a divisão do psíquico em consciente e inconsciente constitui a premissa fundamental da psicanálise, e somente ela torna possível compreender os processos patológicos da vida mental” (p.27) destaca a importância dessa distinção na compreensão dos processos mentais e emocionais.

Quanto às estruturas que formam a personalidade humana, elas são influenciadas por essas camadas da mente e incluem o ego, o id e o superego. Essas estruturas interagem e moldam nossa forma de ser e agir.

  • Ego: O ego é responsável por nos conectar com a realidade que nos rodeia. Ele funciona graças ao princípio de realidade, buscando equilibrar os impulsos do id com as demandas do mundo externo.
  • Superego: O último elemento do modelo estrutural de Freud é o superego. Essa instância inclui as ideias éticas e morais de cada indivíduo. O superego também controla os impulsos do id.
  • Id: Definimos o id como a parte mais primária e instintiva do ser humano. Seu objetivo principal é satisfazer os impulsos (também chamados de pulsões).

Agora, considerando essas definições, vamos explorar o desenvolvimento da personalidade e sua influência na educação.

Fases do Desenvolvimento Infantil:

  • Etapa Oral: Nessa fase inicial, a zona erógena implicada é a boca. Ela se estende desde o nascimento até o primeiro ano de vida. Frustrações nessa etapa podem gerar uma personalidade agressiva e reativa.

É importante destacar que, diferentemente do que é frequentemente mal interpretado, nessa fase, características como pacificidade, retração ou relaxamento podem estar presentes. Essas características são comuns em crianças e adolescentes atuais. A personalidade do sujeito, adquirindo essas características, pode ser diretamente influenciada pela metodologia pedagógica aplicada, bem como por fatores emocionais e dificuldades de ensino-aprendizagem.

(Ao tocar com objetos, a criança irá ganhar uma certa experiencia com o objeto tocado, pois ao gravar as características do objeto ele assimila, ou seja, aprende. É explicado no livro de Roberto Lent, Cem Bilhões de Neurônios que o celebro humano ao ganhar experiencia com o objeto ele irá armazenar nas memórias de longo prazo e executiva.

 (Ao tocar com objetos, a criança irá ganhar uma certa experiencia com o objeto tocado, pois ao gravar as características do objeto ele assimila, ou seja, aprende. É explicado no livro de Roberto Lent, Cem Bilhões de Neurônios que o celebro humano ao ganhar experiencia com o objeto ele irá armazenar nas memórias de longo prazo e executiva.

  1. Etapa anal: esta fase se prolonga desde o primeiro ano até aos quatro anos. É caracterizada por experimentar com a retenção e expulsão de fezes e centra o prazer no ânus. Um problema nessa etapa pode formar um indivíduo muito retraído ou, pelo contrário, demasiado relaxado.
  2. Etapa fálica: segundo esta teoria, entre os quatro e os sete anos, a criança tem o foco de prazer no falo e nos genitais. Começam os primeiros atos masturbatórios e uma frustração durante este processo pode desenvolver o famoso complexo de Édipo e o complexo de Electra. neste evento a criança e adolescente está direcionado aos impulsos sexuais, que
  3. Etapa de latência: durante esta etapa (desde os 7 anos até à adolescência) não existe um foco de prazer erógeno concreto, Freud acreditava que a pulsão sexual era deixada de lado para permitir uma aprendizagem correta do ambiente da parte do indivíduo.
  4. Etapa genital: finalmente, durante esta etapa a criança cresceu o suficiente e deixa que a pulsão sexual se apodere dele mesmo. Segundo a psicologia freudiana, é na etapa genital que as pessoas fazem experiências com a sexualidade e se reafirmam como homem ou mulher.

Referencias:

LENT, Roberto. Cem bilhões de neurônios?: conceitos fundamentais de neurociência/Roberto Lent,- 2ª ed.- São Paulo: editora Atheneu, 2010.

FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standard brasileira. em colaboração com Anna Freud: assistido por Alix Strachey e Alan Tyson: traduzido do alemão e do inglês sobre a direção-geral de Jayme Salomão – Rio de Janeiro: imago, 1996.

 https://br.psicologia-online.com/teorias-da-personalidade-segundo-freud-38.html

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